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Blog de joão manuel marques cordeiro
 


O risco Brasil e o Norte-americano

22/06/2011

            O governo que aí está, como demagogo que é, vive de falácia! Quer vender um país que não existe. A invés daquele em que quase metade das famílias vive em áreas sem saneamento básico, a infraestrutura é deficitária, a segurança pública é piada de mau gosto e as obras para a copa e as olimpíadas que se aproximam estão sujeitas a todo tipo de ilegalidades e espertezas, o governo se esmera em mostrar números que, nus, parecem auspiciosos, mas que, submetidos a análise mais profunda, não passam de fogos de artifício. O ministro da fazenda, sr. Guido Mantega, estava em êxtase ao divulgar na quarta feira (15) que, pela primeira vez na história (ou, nunca antes na história desse país), o risco Brasil é menor que o risco dos Estados Unidos. Já aí havia uma certa escamoteação, porque o ministro se referia ao índice chamado CDS (credit default swaps), que mede o custo do seguro sobre os títulos soberanos dos países, e que, para o cidadão comum vale  nada, mas para o ministro/político vale muita coisa. Depois, é possível que se esteja soltando fogos de artifício sobre um cenário que mais seria motivo de preocupação. O sr. ministro pode se queimar! E se, o que está acontecendo é que o risco da dívida americana está anormalmente alto? Eu não sou economista, mas pelo que tenho lido na imprensa, quer me parecer que a resposta é que o risco da dívida americana é que está alto. Então, o risco Brasil estar menor do que o dos Estados Unidos não seria mérito do Brasil, e sim uma conjuntura americana adversa. Agora, vamos ao que interessa: quais seriam as consequências disso? A pergunta que deve ser feita é: porque o risco da dívida americana está tão alto? Pelo que entendo, isso está acontecendo porque o governo dos EUA está na eminência de atingir o seu limite máximo de endividamento. Para continuar honrando os seus títulos, o governo Obama depende de que o Congresso autorize a elevação do nível de endividamento do país. E os republicanos, rivais do democrata Obama, estão jogando lenha na fogueira. Envoltos numa atmosfera de campanha presidencial, os republicanos ameaçam negar a Obama a autorização para elevar o grau de endividamento. Lá, como aqui, condicionam a aprovação da medida a certos “acertos”. Agora, suponhamos que o congresso não aprove; o que irá acontecer? ...os EUA ficariam sem condições de rolar sua dívida a partir de agosto. Se esse viesse a ser o desfecho para onde iria a economia mundial? Eu não acredito que o congresso americano chegará a tanto, mas se assim fosse, o ministro Mantega poderia vir a ter motivos para lamentar que o tal CDS americano esteja maior que o brasileiro. O ministro está se baseando num dado, para mostrar que o Brasil que o brasileiro tem, mais pujante que a maior potência do planeta, não é aquele que ele vive, que pode vir a ser motivo de muita dor de cabeça. Ao comemorar o risco de os EUA caminharem para o abismo, Mantega está sapateando à beira do mesmo abismo. Pode se dar mal! O trágico é que, caso isso viesse a acontecer, ele e os demais espertalhões desse governo que ai está teriam paraquedas, enquanto que nós, o povinho …



Escrito por cordeiro às 08h41
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O político e a ética

08/06/2011

Como é sabido daqueles que estudam teoria geral do estado, o poder é, ao lado de povo e território, um dos elementos essenciais do estado. É costume dizer-se entre os estudiosos da área que o estado é a institucionalização do poder. Poder esse que é exercido pelo estado de forma coercitiva, que é o que permite assegurar a ordem pública. Esse poder não se constitui, todavia, exclusivamente de força bruta. Deve ser legitimado pelo direito e submeter-se a ele. Esse poder então, está centrado nas mãos de algumas pessoas, que foram eleitas para representarem o povo, senhor último de todo o poder. Espera-se que quem o detém tenha adquirido o direito de possuí-lo, tendo sido eleito, e que o exerça não segundo os próprios caprichos, mas em conformidade com o direito. E é nesta segunda parte da assertiva que mais pecam os governantes brasileiros. E pecam, a meu ver, por duas razões fundamentais. Primeira, porque na sociedade brasileira, as instituições jurídicas são fracas e, por isso, incompetentes para julgar e punir de forma adequada e com presteza os desvios praticados pelos agentes públicos. Os governantes podem se dar ao luxo de usarem os cargos que receberam pelo voto para satisfazerem seus caprichos pessoais e pouco ou nada de mal lhes advém dessa prática. Sentem-se imunes e inatingíveis pela lei, que em última análise carece de regras rígidas que penalizem as malfeitorias feitas à direita e à esquerda ou se perde no labirinto jurídico que ela mesma criou. A segunda razão reside no baixo nível ético dos mandatários da nação. A falta de ética é impedimento para se enxergar com clareza a necessidade de se valorizar o cumprimento da lei e manter-se estritamente dentro da ordem estabelecida, sob pena de se desmantelar o tecido social. Ademais, coisa que a maioria dos políticos não consegue perceber ou não dá valor, preocupados que estão com seus próprios interesses e em aumentar sua conta bancária às custas dos impostos pagos pelo cidadão, o administrador público deveria ser fonte de exemplo e espelho para todos os cidadãos, sobretudo para os mais jovens. O candidato a qualquer cargo público deveria ter a humildade de perceber que, embora a constituição lhe dê esse direito, para se candidatar a um cargo público é necessário algo mais do que meramente ser brasileiro. Aliás, a falta de patriotismo, (ser patriota deveria ser o conceito de "ser brasileiro") é que faz com que os desmandos de toda sorte grassem por todo o território, em todas as esferas. É justamente a falta de cultura que faz com que os políticos restrinjam o conceito do termo "brasileiro" a "nascido no território nacional". Para se candidatar a defensor dos interesses do cidadão o aspirante a tal deveria dar ao termo "brasileiro" um significado mais amplo do que isso. É a falta de discernimento e clarividência sobre o papel do homem público, coisa que só maturidade ética pode fornecer, que os leva a praticarem toda sorte de desmandos e desrespeito ao cidadão, ao homem comum, ao patriota. Não é sr. Palocci?



Escrito por cordeiro às 08h40
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Sobre competitividade e segurança social

23/05/2011

 

            O Brasil, graças à competência de seus governantes (aliás, quer sejam eles vermelhos ou verde-amarelos), é um país dado a colecionar contradições. O país que é a oitava economia do mundo, teve seu ranking global de competitividade industrial rebaixado seis posições no último ano, ocupando agora a 44a  posição. Na lista de 59 países rankiados, o Brasil está atrás de países como México, Peru, Turquia e... Filipinas, de acordo com classificação divulgada pela mídia na semana passada. À problemas crônicos como sobrecarga tributária, infraestrutura ruim (os quais nem vermelhos, nem verde-amarelos querem resolver) e, pasmem, alto custo de vida (consequência dos dois anteriores), somem-se outros menos governamentais, como baixa produtividade, e empresariado estado-dependente e temos o resultado. Quem é penalizado por tudo isso? Como sói acontecer, o trabalhador assalariado! Em outro relatório, também divulgado na última semana, a Anistia Internacional aponta para o enorme desrespeito aos direitos humanos no país; desrespeito esse perpetrado sobretudo por quem? …o governo. Sim, o governo é o principal ente social a desrespeitar os direitos humanos! Cita o relatório que nas obras que se realizam atualmente com vistas à preparação da copa do mundo e das olimpíadas de 2016, comunidades carentes estão enfrentando uma série de abusos como despejos forçados e falta de acesso a serviços básicos. Como já apontado por mim em comentários anteriores, diz a Anistia que um dos problemas principais das comunidades pobres (leia-se: constituídas majoritariamente por cidadãos de baixa escolaridade) “é que elas não tem acesso adequado à justiça e não podem lutar contra esse desrespeito”, do que se vale o governo para impor, à força, seus projetos. Outros problemas de todos nós conhecidos, como maus tratos e más condições do sistema prisional, violência policial e impunidade de crimes cometidos pelo sistema repressor do estado, contribuem para esse estado de coisas. É verdade que nós temos no Brasil o problema relacionado com a percepção pública de que o combate à violência não é compatível com  o respeito aos direitos humanos e que se tem que optar por uma coisa ou outra, percepção essa que é comum não só no Brasil, e que é consequência da falta de cultura do cidadão médio. A sociedade em geral pensa que os direitos humanos devem ser respeitados quando se trata do cidadão de bem, mas que os mesmos poderiam ou deveriam ser deixados de lado quando se trata do criminoso, sem perceber que essa possibilidade, mesmo que fosse hipoteticamente aceitável, não teria como ser posta em prática, entre outras coisas porque, para o agente policial numa operação, o cidadão comum, até prova em contrário, é criminoso. Só que, quando a prova em contrário vem à tona, já é tarde demais. Portanto, só se pode combater a criminalidade tendo como base o respeito aos direitos humanos. E isso só irá ser alcançado com mais educação e cultura para todos e mais competitividade industrial a fim de que o jovem tenha condições de se inserir num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, e o sistema policial do estado seja composto por cidadãos bem formados e capazes de lidar com a pessoa de forma a ver na segurança dela a razão de ser de sua profissão.



Escrito por cordeiro às 08h39
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A doente saúde pública

08/05/2011

 

            Quem assistiu ao quadro do Dr. Dráusio Varela no programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo 01 de maio (ou, assim como eu, consulta o programa na internet)  deve ter se chocado com a reportagem; se é que nós ainda nos chocamos com alguma coisa que vem desse governo que aí está. Sim, porque esse governo tem de tal forma nos acostumado a conviver com as atrocidades que comete, é tão barbaramente desumano, trata o povo com tamanho descaso (e tudo isso de forma tão comezinha), que, me parece, nós já não nos chocamos com mais nada. E isso é muito ruim! Em função disso estamos, pouco a pouco, perdendo nossa capacidade de nos indignarmos, se é que alguma indignação ainda resta. Quem viu o programa pôde perceber em que condições se encontram os diabéticos que dependem do sistema único de saúde. Essas pessoas necessitam de acompanhamento médico rigoroso, mas a regra é não serem atendidas nos postos de saúde e esperarem meses por uma consulta. Diagnosticado o problema, não há qualquer cronograma de atendimento que permita ao paciente ser acompanhado e receber o tratamento adequado ao tipo de diabetes (1 ou 2) que possui. Além disso, os pacientes não recebem os insumos necessários para o controle da glicemia. De acordo com a lei federal 11347/2006, sancionada portanto pelo soberano D. Luiz Inácio I, e que é o arquiteto disso que ai está, o SUS está obrigado a fornecer ao portador da diabetes os medicamentos necessários ao tratamento, assim como os materiais exigidos para a monitoração da glicemia e para aplicação da insulina (seringas e agulhas), quando for o caso. Mas..., como se viu, a realidade é bem outra. O sistema de saúde não fornece o aparelho nem as fitas para medir a glicemia. Por conta disso o paciente não faz controle, toma insulina, quando tem, de forma inadequada e vê sua qualidade de vida tremendamente deteriorada em função das consequências da doença, sem ter a quem recorrer. Na verdade a própria legislação especifica a forma de proceder quando o paciente não tem seus direitos garantidos, mas, como a imensa massa da população é de desassistidos, o que é de conhecimento do governante, não sabe disso e nem têm condições econômico/culturais para se defender. Então, o que nós temos é uma situação em que o governante, de forma canhestra, sanciona uma legislação que, em princípio, vem garantir à população condições mais dignas de viver e cuidar da saúde, e disso tira proveito para propagandear seus feitos, mas, quando se trata de implementar as condições necessárias para o efetivo exercício da lei por quem necessita, a coisa muda de figura. O que se vê é o descaso, a falta de condições dignas de atendimento, a falta de respeito pelo cidadão... E o governo é sabedor disso tudo! Nada disso está assim porque não haja condições de ser diferente. Está assim, como bem sabe o leitor, porque o que interessa para essa gente não são as pessoas. O que interessa para essa gente, são os cargos que podem ocupar enquanto estão no governo. Então, desde que estejamos no governo e possamos usufruir das benesses do poder, com direito a salários disparatados e todas as outras regalias, o que se passa com o homem do povo não tem importância. E, quando a próxima eleição chegar, nós vamos prometer solução para os problemas que há muito poderiam estar resolvidos. Até quando?



Escrito por cordeiro às 08h37
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Tadinha da oposição!

27/04/2011

            Eu já manifestei em outras ocasiões minha perplexidade frente ao fato de, dado a forma de governar do atual governo, não termos no país oposição capaz de meter no chinelo isso que ai está. Um governo que é dominado por um partido que acha que o país deve estar a seu serviço! Um governo que cria ministérios apenas para acomodar aqui e ali os mandatários do partido que não conseguiram se eleger nas últimas eleições, mas que não podem ficar longe da boquinha, como é o caso do recém-criado ministério das micro e pequenas empresas, parido somente para dar assento como ministro ao senador Antonio Carlos Valadares, possibilitando assim que José Eduardo Dutra, presidente do PT e suplente do primeiro, ocupe uma cadeira no senado. Um ministério que vai pendurar no bolso do contribuinte 70 pessoas, sem concurso, que entendem tanto de micro e pequena empresa quanto eu, quer dizer: nada, e vai consumir 8 milhões de reais por ano. É assim que esse governo governa! O ministério é relevante para o país? É o que falta para alavancar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas? Quem se importa? O ministério é importante para nossos objetivos político-partidários. O resto não interessa!

            Também é de conhecimento do amigo leitor que quando eu falo em oposição estou pensando sobretudo em um partido: o PSDB. O PSDB que, apesar de sua intelectualidade e das figuras que contém, não consegue calibrar um programa capaz de matar com a unha isso que aí está. O PSDB agora saiu-se com a ideia de criar um Conselho Político, que, nas palavras do governador Marconi Perillo, de Goiás, seria um órgão de assessoramento partidário, composto por pessoas experientes, cuja função seria colaborar com a direção do partido nas formulações e outros assuntos que exijam uma discussão mais aprofundada. Entendeu? Então tá! Semana passada o sr. Fernando Henrique, expoente máximo do partido e que, logicamente, faria parte desse conselho, em um artigo na revista Interesse Nacional, colocou o partido em pé-de-guerra. Os tacapes tucanos foram erguidos porque o ex-presidente escreveu que: “Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ‘movimentos sociais’ ou o ‘povão’, “falarão sozinhos” e que o partido deveria “dirigir suas mensagens prioritariamente aos setores de classe média”, e isso foi entendido por grande parte da tribo como que o partido deveria distanciar-se do “povão”, o que exigiu do sr. Fernando Henrique uma série de “vocês-não-entenderam”, “não-foi-isso-que-eu-quis-dizer”, e outras do gênero. Agora vejamos, é esse tipo de questão que está no cerne dos enormes problemas do país: educação, segurança, infraestrutura, saúde, descontrole das contas públicas, inflação, real valorizado? É essa questão que vai resolver os enormes problemas que tem que ser resolvidos pelo país no curto espaço de tempo para poder atender aos compromissos oriundos da organização da copa do mundo e das olímpiadas? Como eu já disse anteriormente, a oposição não está conseguindo se opor a nada, porque seu problema é construir um discurso que lhe garanta ganhar as eleições sem mexer no que ai está. Fosse o tal conselho dos anciãos criado para discutir um programa partidário focado nas necessidades do país, capaz de dar fim a esse descalabro que ai está e virar esta  página negra que é a história escrita pelo PT nos últimos oito anos, e correria o risco de ganhar as eleições. Como o que eles querem é ganhar as eleições, vão perdê-las. De novo!



Escrito por cordeiro às 08h36
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O Senado e o voto obrigatório

11/04/2011

 

            Eu expressei recentemente neste espaço minha opinião sobre dois aspectos, a meu ver altamente negativos, da política brasileira, a saber: o voto obrigatório e a exigência de filiação partidária para se candidatar ao legislativo ou ao executivo. A meu ver, como sabe o leitor, muito de nefasto do que aí está se deve a esses dois institutos da nossa legislação eleitoral. Acho até que, se por um lado a democracia pressupõe a participação popular na escolha dos governantes e legisladores, por outro lado deve ser inerente da democracia que essa participação seja voluntária. A obrigatoriedade em participar, a meu ver, deixa um certo cheiro de queimado no ar! Ao que tudo indica, eu não estou sozinho nessa seara. Senão vejamos: Uma pesquisa feita pelo próprio senado, cujos resultados vieram a lume semana passada, mostra que 65% dos eleitores são de opinião que o voto deve deixar de ser obrigatório. A mesma pesquisa mostra que 85% dos eleitores afirmam que iriam às urnas mesmo que o voto fosse facultativo. O resultado chama a atenção nesta altura em que se discute reforma política (do que eu também já tratei com o amigo recentemente aqui mesmo), porque a comissão do senado que está tratando da reforma já deliberou pela manutenção da obrigatoriedade do voto. O leitor entendeu? O senado encomenda uma pesquisa, colhe os resultados, mas faz ouvidos moucos à vontade da população. Espere que não acaba ai: nessa mesma pesquisa 83% dos entrevistados disseram que desejam votar diretamente nos candidatos. Mas..., os membros da comissão já decidiram propor a adoção do sistema eleitoral em lista. Neste caso o eleitor não vota mais no candidato de sua preferência mas no partido. Os eleitos sairão de listas de candidatos pré-definidas pelas legendas. Você gostou? Nem eu! Agora digam-me: há alguém entre nós que ache que os senadores que nós temos, cuja reputação todos nós conhecemos, alguns deles tendo  chegado ao senado sem que ninguém tivesse ouvido seu nome e sem terem tido um mísero voto, são as pessoas mais indicadas para simplesmente desconsiderarem o desejo popular e agirem como se o eleitor fosse uma massa disforme de ignorantes? É claro que não! Porque será que esses políticos que ai estão, a fina flor da malandragem, estão tão interessados em te obrigar a votar? Você, leitor, está sentindo o cheiro de queimado? Acha você que “eles” pensam que não podem satisfazer os anseios populares porque o povo não tem capacidade de discernir o que é melhor para o país, enquanto “eles” sim, e que a obrigatoriedade do voto deve ser mantida porque isso vem de encontro aos interesses nacionais? É ou não é para morrer de rir? Ou de raiva! Enquanto isso, a senhora presidente, alheia a tudo isso (porque, afinal das contas, isso não tem importância), está na bica de criar mais um ministério (chamar-se-á das micro e pequenas empresas), que consumirá 8 milhões anuais, cuja única finalidade é acomodar nele um senador para que um amiguinho petista, suplente dele, e que ficou de fora da boquinha, ganhe uma cadeirinha no senado. Você ficou com o estômago embrulhado? Eu também! Mas isso é assunto para a próxima colu



Escrito por cordeiro às 08h35
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A herança do novo governo

17/02/2011

                        Eu já me manifestei neste espaço sobre a malfadada herança que o sr. Luiz Inácio se acostumou a dizer que havia herdado do sr. Fernando Henrique e a impossibilidade da sra. Dilma Rousseff dizer o mesmo agora, embora, ao que tudo indica, a herança que ela herdou talvez seja pior do que a anterior. Vale lembrar que ao assumir seu governo, o sr. Luiz Inácio fez um corte no orçamento herdado de 14 bilhões para dar conta de governar o país no primeiro ano, enquanto que o corte anunciado agora, pelas mesmas razões, é de 50 bilhões de reais. Alguma coisa está errada, não? A farra de gastos no segundo mandato de Lula tem um preço, que já começou a ser pago pelo atual governo. A herança inclui inflação e taxa de juros em alta, carga tributária abusiva, orçamento engessado por despesas permanentes com pessoal, graças ao açodamento desmedido em contratações do antigo ocupante do Planalto. Os gastos públicos cresceram R$ 282 bilhões, R$ 221 bilhões desse aumento ocorreu no segundo mandato! A inflação fechou 2010 em 5,91%, bem acima do centro da meta fixada pelo governo (4,5%). Segundo o FMI, a piora na projeção das contas públicas brasileiras se deve a efeitos de gastos que foram empenhados nos últimos meses do ano passado, graças às medidas eleitoreiras operadas pelo ex-presidente. E o sr. Guido Mantega se irrita quando o FMI faz críticas ao samba do crioulo doido que foram os gastos públicos federais no último ano, como se os analistas do FMI fossem opositores ao governo.  Funcionários públicos federais estão apreensivos com a possibilidade de contenção dos gastos com salários, sendo que, concursos já aprovados que previam a contratação de algumas dezenas de milhares de funcionários, foram suspensos, na mais escancarada empulhação eleitoral. Vários estratagemas estão sendo postos em prática pelo governo para escamotear o que vem por ai. Como forma de reduzir investimentos do PAC, que a presidente garantiu reiteradamente em seus discursos estavam a salvo de qualquer tropeço, será o atraso deliberado no cronograma das obras, como forma de fazer caixa durante alguns meses. Artifícios e manobras contábeis serão useiros e vezeiros nos próximos meses a fim de se atingir as metas do esforço fiscal ao custo do engodo da patuléia.  Na questão do reajuste do salário mínimo o governo condiciona a correção da tabela do IR à aprovação do mínimo de R$ 545,00, maneira medíocre de fazer economia para atingir o superávit primário programado. O governo vem sistematicamente deixando de corrigir a tabela do IR pela inflação, forma mesquinha de tirar dos que não tem como se defender, enquanto que os parlamentares reajustam seus próprios salários nos percentuais que desejam.  Derrotado tempos atrás na pretensão de renovar a CPMF o governo não se dá por vencido e tenta a todo custo ressuscitá-la. A falácia de que a extinção da CPMF é a causa do estado de coisas que se verifica na área da saúde não passa disso. Querem nos fazer acreditar que quando ela era cobrada, a saúde andava às mil maravilhas. O dinheiro da CPMF era desviado para um sem número de destinos que nada tinham a ver com a saúde. O governo gasta de forma estapafúrdia e só vê como alternativa arrancar, a qualquer preço, dinheiro do contribuinte. O líder do governo no senado, senador Romero Jucá, defende a volta da CPMF porque “é um imposto que facilita o trabalho do fisco”! Essa é a herança bendita com que nós teremos que conviver. Chega ou quer mais?



Escrito por cordeiro às 08h32
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As eleições e a herança bendita

23/11/2010

 

                        Passadas as eleições, o resultado foi o que era previsto! O governo atual, baseado, sobretudo, numa política demagoga de distribuição de renda (!?), ainda que, como se viu, altamente produtiva em termos eleitorais, elegeu seu sucessor. Os que costumam me ler sabem qual é minha opinião a respeito de não haver no país oposição à altura de fazer frente a isso que aí está, e que, pelo que se vê, vai continuar. Foi estarrecedor, não só pra mim como pra muitos outros, a pequenez do discurso político praticado pela oposição (leia-se PSDB), durante a campanha eleitoral ao último pleito nacional. Muito mais respeitável a meu ver, foi a figura da sra. Marina Silva, que partindo de onde partiu e com as condições que tinha, fez papel mais honroso de que toda a caciquia do PSDB. O PSDB deve-lhe o ter havido segundo turno. Não tivesse ela participado do pleito e as portas teriam se fechado ao PSDB já no primeiro turno, como desejava o sr. Luiz Inácio, para igualar o feito do sr. Fernando Henrique sobre ele. Passadas as eleições e sendo vitorioso o candidato do sr. Luiz Inácio, este tem repetido exaustivamente que sua sucessora não herdará a herança maldita que ele herdou de seu antecessor (mais uma das grandes demagogias que o sr. Luiz Inácio gosta de dizer), tendo a sra. Dilma Roussef recentemente dito que tinha sorte por herdar uma herança bendita do atual presidente. Eu tenho algumas dúvidas sobre isto, que gostaria de repartir com os amigos que me lêem. Eu vou citar uns poucos exemplos que me chegam às mãos (vou me abster de falar em educação desta vez), de casos que mostram em que situação se encontra a infra-estrutura nacional e como o governo que ai está lidou com essas deficiências, para refletirmos sobre essa bendita herança que a sra. Dilma Roussef está recebendo. A Folha de São Paulo (FSP) noticiou no passado 20/11 uma crítica feita pelo presidente da IATA, a principal associação mundial de companhias aéreas, que disse “O Brasil é a maior economia da América Latina e a que cresce mais rápido, mas sua infra-estrutura é um desastre crescente”. “Dos 20 maiores aeroportos domésticos do Brasil, 13 não conseguem acomodar as demandas em seus terminais. E a situação em São Paulo é crítica".  O boletim da BBC de 06/11 traz comentários sobre uma série de reportagens publicadas num caderno especial do Financial Times (FT), sobre a infra-estrutura brasileira. Diz o FT: "O panorama para a infra-estrutura brasileira é profundamente irregular"; “o novo futuro brilhante do Brasil parece ainda estar fora de alcance”. Como exemplo de problemas, o jornal cita a "assustadora tarefa de se urbanizar favelas, a melhoria lenta dos transportes públicos, a confusão sobre as responsabilidades de Federação, Estados e Prefeituras sobre o tratamento de água e esgoto; atrasos em projetos causados por falhas de gerenciamento e o peso da burocracia". Cabe lembrar, que aproximadamente 50% das famílias brasileiras vivem em regiões sem saneamento básico, com crianças brincando e crescendo em meio ao esgoto correndo a céu aberto e que as estradas do país são a causa de bilhões em prejuízo para a economia nacional. Paralelamente, como também publicado pela FSP há dias, o número de leitos hospitalares decresceu nos últimos 4 anos de 11.400 unidades. Outro elefante branco é o trem de alta velocidade (TAV) que ligará (?) Campinas (SP) – à capital fluminense, num percurso de 500 km. A obra é altamente problemática, com um traçado altamente questionável: vai atravessar e modificar reservas ambientais, condomínios de luxo, prédios públicos e comunidades carentes; cortar cidades ao meio. Porque razão se escolheu esse traçado e porque está sendo imposto, ninguém sabe. A viabilidade econômica do empreendimento é uma grande dúvida. A obra é essencial para a copa de 2014 e as olimpíadas de 2016, mas o que vai acontecer até lá, e depois de lá, é um exercício de futurologia. Por conta disso, o leilão, que iria ocorrer no dia 29/11, e que só tinha um grupo interessado, liderado por uma empresa da Coréia do Sul, foi adiado e o Ministério Público Federal está recomendado que seja suspenso. O MPF detectou “falhas no estudo técnico da obra e no próprio edital de concessão que podem causar, em pouco tempo, graves prejuízos aos cofres públicos”. O governo está tendo que modificar as regras originalmente assentadas, para permitir que fundos de previdência do BB, Petrobrás e CEF participem, e no intuito de aumentar o número de interessados. De um custo estimado pra obra (33 bilhões – quanto será ao final?) o capital privado só deverá entrar com 7 bilhões (20% do total). O BNDES financiará algo como 20 bilhões (este será o verdadeiro trem da alegria!).

Num estudo publicado em 27/11 feito pela LCA Consultoria, os portos brasileiros tiveram a pior avaliação entre dez países da América do Sul, só ficando à frente da Venezuela, do companheiro Chaves. Países como Uruguai, Argentina e Chile dão de lavada no Brasil. Conforme também divulgado dia 25/11 pelo Tesouro Nacional o estoque da dívida pública federal teve uma alta de 1,15% em outubro deste ano, passando de R$ 1,626 trilhão em setembro para R$ 1,644 trilhão em outubro. Já o estoque da dívida externa teve uma elevação de 0,49% ante setembro, ficando em R$ 92,21 bilhões em outubro, sendo R$ 72,61 bilhões referentes à dívida mobiliária (emissão de títulos) e os restantes R$ 19,60 bilhões referentes à dívida contratual. Vale a pena lembrar que o sr. Luiz Inácio há pouco tempo, quando pagou uma dívida que o Brasil tinha com o FMI, vendeu à patuléia a idéia de que tinha zerado a dívida externa brasileira. Chega? É esse o cenário que a sra Dilma entende como sendo um mar de rosas. Não sei o que vai acontecer agora que o sr. Guido Mantega já anunciou cortes nas obras do PAC. Vai ser de morrer de rir! Se isso é herança bendita não sei o que seria se fosse o contrário! Agora, imaginem os leitores uma revolução em termos de infraestrutura, a quantidade de empregos gerados e que possibilitariam aos trabalhadores salários dignos e, sim, real mudança de vida ao invés dessas bolsas-esmola (para usar um termo já usado pelo sr. Luiz Inácio quando era oposição), que o governo distribui. Então voltando ao assunto lá de cima, digam-me, a oposição-PSDB tinha ou não argumentos muito mais consistentes para discutir na campanha eleitoral dos que os que foram discutidos (houve discussão sobre alguma coisa?). Mas, como já disse em outras ocasiões, a oposição-PSDB não está interessada em discutir o Brasil, está interessada em ganhar eleições. Para isso, faz o discurso que, pensa, poderá levá-la à vitória, por mais miúdo que seja. Pessoas de algum gabarito na oposição-PSDB se nivelam por baixo a tudo isso de pior que ai está. O discurso que deveria ser feito, como bem sabe o PSDB e o leitor, muito provavelmente, levaria à derrota (que foi o que aconteceu na mesma), mas de cabeça erguida! O PSDB, que tinha no bojo de sua fundação ser um partido de gigantes (conforme palavras do Sr. Fernando Henrique Cardoso na época da cisão do PMDB, que deu origem ao PSDB), tornou-se um partido de anões. Foi espezinhado, por culpa própria, pelo que há de pior na política nacional. Merecidamente! Servirá de lição? Sinceramente?... acredito que não.



Escrito por cordeiro às 08h26
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dá com uma mão... tira com a outra.

O IPEA publicou no último dia 12 uma pesquisa que ilustra de forma inquestionável a forma calhorda com que esse governo que ai está trata as questões sociais. A pesquisa Pobreza, Desigualdade e Políticas Públicas mostra, o que já é sabido, que a carga de impostos afeta mais os mais pobres do que os mais ricos, mas tem o mérito adicional de quantificar o cenário. O estudo mostra que quem ganha até dois salários mínimos (R$ 1.020,00), tem 48,9% do seu rendimento subtraido por impostos, enquanto que os que ganham acima de 30 mínimos (R$ 15.300,00) só perde 26,3% desse rendimento com eles. Ou seja, quem ganha menos paga até 100% a mais de imposto do que quem ganha mais! Isso porque a base tributária está concentrada na chamada arrecadação indireta, embutida nos preços dos alimentos e bens de consumo. Como os mais pobres gastam a maior parte do que ganham com estes bens, pagam mais imposto! A coisa se reveste ainda de mais crueldade porque como os que mais pagam são os que tem menor nível de instrução, não sabem disso nem tem o conhecimento necessário para avaliar a real importância desse fato. Cruel! ?... Seria cruel um adjetivo adequado para qualificar esse estado de coisas? Não! É muito mais do que isso! Senão vejamos... O governo que ai está centra sua política social em programas assistencialistas de distribuição de dinheiro à população carente (bolsa isto e aquilo), que são extremamente efetivos em termos eleitorais mas de resultados nulos em termos de perspectiva de ascensão social dessa população. E o faz de que forma? Além de uma forma aviltante  porque impõe à essa população a manutenção de sua condição social, de uma forma traiçoeira, porque, na verdade, tira o que diz dar! Sim, porque, segundo os resultados trazidos a lume pelo estudo do IPEA, metade do dinheiro recebido por essa população dependente desses programa sociais é subtraído pelo mesmo governo que o dá, na forma de impostos cobrados. É a mais clara aplicação da conhecida frase popular: "dá com uma mão e tira com a outra". Onde está a ironia? Que o governo sabe disso! O sr. Luiz Inácio sabe que sua popularidade se deve a uma esperteza contábil, a um jogo traiçoeiro, em que um dos jogadores não tem capacidade para entender as regras que lhe estão sendo impostas pelo outro jogador, e que, na verdade, não se está dando o que se diz! Aproveita-se a fraqueza de um dos jogadores para tirar proveitos próprios! Isso é cruel? Não! Isso é hediondo! Isso dá náuseas! Tamanha brutalidade sem o menor pudor! O IPEA concluiu em seu estudo que "para que haja o combate da desigualdade social são necessárias medidas mais sofisticadas que passam por políticas de tributação". Propõe uma cobrança progressiva de impostos e taxas, que signifique um alivio de carga para quem tem menor renda. O governo sabe disso! Só não quer fazer! Porque tudo que interessa à população mais carente é deixado de lado, propositalmente, se eventualmente, vier a prejudicar os interesses eleitoreiros dos poderosos de plantão. É sintomático, aliás, que com tal quadro, a oposição continue como barata tonta, sem propostas a apresentar que façam frente à essa política repugnante que aí está!



Escrito por cordeiro às 17h24
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o apagão é ... caso encerrado!

Nós fomos presenteados há um mês, com um apagão que se fez sentir em 18 estados da federação! Qual foi a resposta do governo em relação ao evento? Em termos técnicos... nada! (como poderia o Sr. Edson Lobão dizer algo em termos técnicos sobre o ocorrido?). A infraestrutura brasileira (estradas, portos, aeroportos, comunicações, e ... energia) está perfeita! O governo tem cumprido irrestritamente com sua obrigação. O fato se deveu à queda tripla simultânea de raios (alguém calculou a probabilidade disso acontecer?) sobre uma linha na região de uma cidadezinha paulista que até então ninguém sabia da existência - Itaberá. O que foi importante para o governo (leia-se Sr. Luiz Inácio, Sra. Dilma Russef e Sr. Edison Lobão - este a mando dos outros dois)? Deixar claro, por mais impossível que isso possa ser, que o atual apagão não tem nada a ver com aquele ocorrido em tempos de outro presidente! Que o governo anterior era relapso, incompetente, enquanto o atual é a excelencia! Que o apagão anterior se deveu à falta de investimentos em infra-estrutura enquanto que o atual foi ocasionado por tempestades magnéticas, ainda que imaginárias, e... caso encerrado! Todos os técnicos que vieram a público explicar quais são os gargalos do sistema e o que necessita ser feito para que fatos desse tipo não ocorram são... derrotistas, querendo o pior para o Brasil! Essa gente que, segundo o sr. presidente, vai quebrar a cara. Sobre os transtornos que o apagão causou ao sr. e a sra. cidadãos comuns, nem uma palavra! Sobre os eventuais problemas sofridos por pessoas que necessitam de algum tipo de equipamento elétrico para terem melhor condição de vida, nada! Afinal, desculpas não são devidas, uma vez que o governo é exemplar. O problema foi o tempo. E ... O tempo passou. Agora trás o  Inpe a público um relatório que mostra que a tal tempestade magnética não existiu. Que os dados empíricos revelam que os argumentos usados pelo governo são falaciosos. Que a única coisa que os dados empíricos permitem concluir é que o governo quis (como é de praxe) enganar a população. No dia seguinte ao apagão, uma nota do Inpe praticamente descartava que o apagão tivesse tido como causa descargas elétricas. O ministro Edison Lobão, expert não só em energia elétrica mas também em meteorologia, aporrinhou-se! Disse que " Um pesquisador fez manifestações de natureza pessoal." como se pesquisadores fizessem manifestações baseadas em... nada! Meros achismos! Disse ainda que " Não é atribuição do Inpe opinar sobre energia elétrica. Ele opina sobre fatos climáticos e nada mais." Era exatamente o que o Inpe estava fazendo: estava se restringindo a dados climáticos! Por pouco o sr. Edison Lobão, o que tem atribuições de opinar sobre energia elétrica (é de morrer de rir!), não diz: "eu estou dizendo que o que desligou a rede foram raios e ... caso encerrado." Essa gente me lembra o livro 1984 de George Orwel, em que o Grande Irmão, de tanto repetir uma mentira, ela se tornava verdade. Hoje o sr. presidente que nos governa vem a público numa cerimonia do programa Minha Casa Minha Vida em S. Luiz do Maranhão e sai-se com esta pérola do socialismo lulista "o povo está na merda e eu vou tirar o povo da merda em que ele se encontra"! É muita desfaçatez! É o cúmulo da hipocrisia! Essa gente não tem vergonha! O sr. Luiz Inácio está no governo há 7 anos! Agora que falta um ano para ele deixar a cadeirinha ele vem dizer essa estupidez? Passados 7 anos desse governo nefasto, é agora, no apagar das luzes, que ele vai realizar essa proeza? E como? Tratando os problemas do sistema elétrico nacional e todos os outros que afetam a qualidade de vida da população da mesma forma como foi tratado o caso do apagão? Essa gente é muito ruim! Mas, ... é isso! O tempo passou... O relatório do Inpe é divulgado quando não há mais comoção. O governo sequer vai se pronunciar sobre ele... Afinal, os dados empíricos também fazem parte dessa turma de derrotistas que o que quer é o pior para o Brasil! Enquanto isso, por trás das portas dos gabinetes em Brasilia, ... Espera-se que outro apagão não ocorra até as eleições de 2010. Assim, nada mais se necessita dizer para a patuléia sobre o apagão passado e, o próximo apagão, virá só no próximo governo, que, espera o atual, continuará com a mesma política irresponsável, desde que meias e outras peças íntimas continuem sendo recheadas de dinheiro. E, que as imagens continuem não falando por sí só!



Escrito por cordeiro às 17h52
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sobre tripudiar e escarnecer

Noticiou-se há coisa de mes e tal uma declaração do sr. Paulo Maluf, de que ele apoiaria o PT nas próximas eleições! O sr. Paulo Maluf tem dito que atualmente encontra-se, ideológicamente falando, à esquerda do presidente que nos governa. Os jornais do dia de hoje trazem estampado que o sr. Paulo Maluf estaria indeciso sobre dar seu apoio ao PT ou ao PSDB. Pois bem, eu já tenho me manifestado neste espaço no sentido da falta de sentido que vejo, do ponto de vista eleitoral, nessas alianças. Para mim, claro está, que esses apoios, não se traduzem em nada em termos de "transferencia de votos" muito menos de garantia de sucesso eleitoral. Eu já manifestei igualmente que, na minha opinião, a sra Dilma Roussef não se elegerá, que pese todo o peso do apoio do sr. Luiz Inácio, à sua candidatura. A conferir. Mas, o que eu quero trazer aqui hoje, e voltando à primeira frase deste artigo, é a insolência, a desfaçatez com que os políticos tratam o cidadão comum. O sr. Paulo Maluf se dizer apoiador do PT é o extremo do escárneo. Os políticos atuais escarnecem de nós com a maior cara de páu. Nada, em termos éticos, os incomoda! E mais, o sr. Paulo Maluf se diz apoiador do PT (se se quizer trocar o PT pelo PSDB, valem os mesmos argumentos), e o PT, porque está de olho nos, a meu ver, pseudo dividendos que essa aliança trará, como maior tempo no horário eleitoral, aceita esse apoio! Não há viva alma no PT que se manifeste no sentido de "nós não queremos o apoio do sr. Paulo Maluf". O sr. Maluf está tripudiando com o PT e o PT simplesmente aceita essa gozação porque o que quer é o poder, sem se importar com o que já foi cantado e decantado pelo PT a respeito do sr. Maluf e como tal tipo de acomodação vai refletir no eleitor. Que saudade do PT! O PT está morto! É hoje um agrupamento de individuos promíscuos que chafurdam com toda e qualquer prostituta que lhes ofereça mais um pouco de podridão! Aliás, para provar o quão próximos estão atualmente o PT do sr. Maluf, convém lembrar que em termos de tripudiar e escarnecer, o sr. Paulo Maluf encontrra guarida justamente no que há de mais caro ao PT. Senão, o que fez o sr. Luiz Inácio senão tripudiar e escarnecer, não só do povo desta vez, mas sobretudo do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, ao indicar o advogado José Antonio Dias Toffoli para o STF? E a questão aqui não é contra o Dr. Toffoli, mas sim contra o sr. Luiz Inácio. E a questão é: considerando-se os pré-requisitos que se entende deve satisfazer um jurista para poder fazer parte do corpo do Supremo, era o Dr. Toffoli o jurista brasileiro com melhores credenciais para ocupar a vaga livre no Tribunal? Um advogado com 41 anos, pode-se assim dizer, na flor da idade, tem plenitude de conhecimento que lhe gabarita a ocupar cadeira naquela casa? Ele estava preparado? O que dizer de outros juristas com mais experiência e, ao que indica o curriculo do Dr. Toffoli, mais cultura? (porque, infelizmente, cultura é algo que demanda tempo para se adquirir). Então, não quero entrar aqui na questão da "reputação ilibada" porque não me interessa esse viés. Mas, o presidente achar que o Dr. Tóffoli representa, em termos de erudição jurídica, o que há de melhor no país, é gozação! É, como já disse, fazer de capacho o congresso e o STF! O sr. Luiz Inácio sentiu-se à vontade porque sabe que não havia no congresso, congressista algum que fosse se opor à indicação do Dr. Toffoli. Quem, no congresso nacional ia questionar o saber jurídico do Dr. Toffoli? E, sobretudo, que congressista iria questionar a reputação ilibada do Dr. Toffoli???? Seria de morrer de rir. E com isso o sr. Luiz Ínácio impôs ao Supremo um constrangimento que, uma pessoa decente não imporia. Mas hoje o sr. Luiz Inácio é pessoa sem qualquer escrúpulo. A presidencia o apequenou! (o que, aliás, também ocorreu com opresidente que o antecedeu) O Lula de 20 anos atrás não votaria no sr. Luiz Inácio de hoje! O discernimento do sr. Luiz, muito em função dos elogios que recebe da imprensa internacional e governantes de outros países, é hoje pior que o de um pré-escolar. Essa gente não conhece o Brasil nem o presidente que tem! O nível de idiotização a que está chegando o sr. Luiz, é de estarrecer. Atualmente ele acha que pode tudo, ele acha que é realmente "o cara". O sr. presidente, porque sabia que não havia no congresso ser algum com probidade suficiente para afrontá-lo, se deu o direito de desrespeitar o Supremo Tribunal Federal. O Brasil pode vir a se arrepender muito disso. E o sr. presidente, no futuro, também.



Escrito por cordeiro às 19h59
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a falta de discurso da oposição

O presidente que nos governa, Sr. Luiz Inácio disse em entrevista no inicio do mes que "a oposição não tem programa". Desta vez sou obrigado a concordar com o presidente. Eu já fiz algumas considerações sobre essa falta de programa da oposição (notadamente PSDB e DEM - que parecem ser os partidos de oposição que realmente conta), neste mesmo espaço. O leitor sabe, portanto, que é minha opinião que a ausencia de oposição se deve, não a que o Brasil não tenha problemas - que os tem e enormes, mas porque a oposição, ao invés de basear sua oposição na análise dos problemas conjunturais do Brasil e propor políticas públicas para sua solução ou minoração, pelo bem do país e independente de quantos votos poderia conseguir com tal postura, anda à cata de um discurso que lhe garanta a vitória eleitoral nas próximas eleições presidenciais. E, nesse campo, será dificil construir um discurso diferente do que o que ai está e que, ao mesmo tempo, lhe dê cara de oposição. É de estarrecer ... Num país em que 50% das famílias não conta com sistema de água/esgotos nas "residencias" (dados publicados recentemente na imprensa), em que, no governo do Sr. Luiz Inácio, a carga tributária deixou o patamar de 25% da renda nacional, no qual havia se mantido por mais de duas décadas e chegou a 36% (uma carga de Reino Unido para um serviço público Nigeriano), a educação e a saúde pública estão muito aquém de outros países com muito menos condições materiais que o nosso, a segurança é o que se sabe e o que se vê, a oposição não tenha discurso ... O que mais seria necessário ter o nosso país para se poder construir um discurso minimamente condizente que fosse capaz de arrazar com isso que aí está? Quer me parecer que outra razão, além da acima mencionada,  para esse estado de coisas diz respeito ao tipo de partidos que temos no país. O caso brasileiro demonstra claramente que a pluralidade partidária não é garantia de democracia. Pelo contrário, os nefastos interesses partidários colocados acima do bem público e da ordem constitucional, faz com que o voto popular perca totalmente o valor e o parlamentar eleito não tenha compromisso algum com seu eleitor. Em democracias mais avançadas, os partidos, com programa doutrinário positivado, ideologia política estruturada, estabelecida e constantemente revisada por pensadores pertencentes a um corpo de altos-estudos partidário, elaboram políticas públicas fundamentadas na linha doutrinária do partido e defendem suas propostas ao governo baseadas nessa linha doutrinária. O que se vê no Brasil que lembre, ainda que de longe, esse cenário? Absolutamente nada! Os partidos políticos não tem ideologia, programa, pensamento de ação formalizado, nada! Não passam de um balaio de gatos, onde impera a imoralidade e a corrupção. A vida pública nada mais é do que uma escada para a ascenção pessoal ao poder e à prática da ganância? O cidadão comum eleitor? De que interessa isso? O país em sí? O país é um meio, não um fim! Por isso, sorri zombeteiramente o presidente que nos governa, a oposição não tem discurso. Ele sabe do que está falando.



Escrito por cordeiro às 10h59
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O PT e o PMDB

O senado federal está rastejando! Ninguém mais se salva! Uns poucos em quem ainda se depositava alguma confiança estão rapidamente desaparecendo. A cena da renuncia/desistencia de renuncia do senador Aluizio Mercadante foi patética. Como eu já disse recentemente neste espaço, honradez e hombridade são virtudes que esses senhores desconhecem. Pedir desculpas às filhas pelo papel ridículo que estava fazendo é o cúmulo da hipocrisia. Que um homem de bem não possa deixar de atender a "um pedido" do sr. Luiz Inacio, como se a amizade com esse vil senhor justificasse a perda da honra é de chorar de pena. Como eu também já aqui disse, esses senhores escarnecem de nós, acham que somos otários. Uma das coisas que mais me intriga é que tanto o presidente que nos governa quanto o PT, justifiquem que o apoio ao senhor José Sarney e ao PMDB é necessário em nome do apoio à candidatura da sra Dilma Roussef para a presidencia em 2010. Para mim está mais do que claro que o apoio de um partido, seja ele qual for,  a uma candidatura, não representa nada em termos de transferencia de votos. Está mais do que claro que o povo não vota em partidos e sim em candidatos. Se o PMDB disser que não apoia a candidatura da ministra pra presidente, a porcentagem de intenção de votos nela não mudará em nada! Então, o sr. presidente e o outrora glorioso partido dos trabalhadores (porque trabalhador não sobrou nenhum), precisam vender a alma ao diabo para obterem o apoio do PMDB? É necessário que o senador Mercadante se rebaixe ao nivel do porão (supondo-se que o que ele fez foi se curvar) por nada? Eles não sabem o que eu estou dizendo? Então esse apoio na verdade é apoio prá que? O que se ganha com isso de ambos os lados? A razão só pode ser outra! Quanto do salário e dos subornos recebidos pelos ministros e outros apaniguados do PMDB que estão no governo é repassado pro PT? Qual é a verdadeira razão pela qual o PT não pode viver sem o PMDB? Façamos de conta que nós não temos inteligencia suficiente para supormos meia dúzia de possiveis razões outras, que não o apoio à candidatura da sra Dilma Roussef, que é para não nos alongarmos demais.



Escrito por cordeiro às 21h52
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a podridão da política brasileira

Há cerca de um mês, quando eclodiu os sucessivos escândalos no senado, o presidente que nos governa, sr. Luiz Inácio, empunhou lanças em defesa da casa e de seu presidente, o sr. José Sarney (um desafeto de outros tempos, é bom que se lembre). É verdade que ultimamente, o discurso mudou de figura, segundo a imprensa, porque "conselheiros do presidente" detectaram no ar um certo desaprovo da população com tal comportamento. Sair aos beijos e abraços com Sarney, Collor e Renan na mesma semana é de matar até mesmo o cidadão mais fã confesso do presidente. Por outro lado, o presidente tem amiude, feito críticas à atuação que a midia tem tido no trato de tais questões. Parece que o presidente acha que a midia dá importância exagerada à todas esses "pequenos deslizes" dos senadores, enquanto deixa de noticiar "as coisas" realmente importantes que o senado faz, como por exemplo ... O sr. presidente chegou a dizer que "não é possível é permitir que a instituição sofra esse desgaste". Como assim, não é possivel permitir? O que o sr. Luiz Inácio está sugerindo??? Por outro lado, quem é que está gerando esse desgaste? A midia? Atos secretos em profusão, favorecimento de apaniguados aos borbotões, falcatruas e mais falcatruas, e estamos falando em desgaste? Há dias o senador Paulo Duque foi perguntado se não temia ficar "mal na ficha" com a população por arquivar todos as 11 representações contra Sarney no conselho de ética (?). Resposta do Senador Duque: aos 81 anos? Aqueles senhores agem assim! Não se incomodam absolutamente com o que a população acha do que eles fazem. O que é lógico, porque se se incomodassem a história seria outra. Agora, a pergunta: porque o sr. presidente necessita se meter nas questões entre a mídia e o senado? No que a maneira como a mídia se relaciona com o senado afeta o sr. presidente?  Porque simplesmente não age como sendo uma coisa que não lhe diz respeito? O que ele teme? Será que... Sabe ele coisas que não quer que a midia saiba?  Estará ele tentando defender o indefensável para poder colher no futuro, caso necessário? Saberá ele que poderá necessitar que o defendam, ou alguém próximo a ele, em caso de excesso de bisbilhotice da midia? Porque não fica ele simplesmente calado? Para encerrar, vejam o tipo de homem que o presidente defende e do qual diz que não pode ser tratado como um comum. Sarney em discurso no senado em função das acusações que pesam contra ele: “E, por isso, querem me julgar perante a opinião pública deste país? É, de certo modo, a gente ter uma falta de respeito pelos homens públicos [...] Extrema injustiça!” Falta de respeito pelos homens públicos? Quem a tem deve ser doente dos miolos. Como alguém pode faltar com o respeito com os homens publicos que ai estão? Extrema injustiça!!! Esses senhores desdenham de nós! É a podridão total! Com o aval do presidente que nos governa, o sr. Luiz Inácio.



Escrito por cordeiro às 18h08
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mais um pouco sobre a incompetencia da oposição

As vezes, o presidente que nos governa, o sr. Luiz Inácio, é de uma perspicácia que deixa-me atônito. Em reunião realizada na noite deste 13 de agosto no Alvorada com as cúpulas do PSB e do PT, quando o assunto adentrou pela eleição do próximo ano, o sr. presidente disse aos presentes que "a oposição não tem discurso" para 2010. Eu já disse isso nestas minhas "mal traçadas linhas" há tempo. É claro que o presidente está falando isso num contexto algo diferente ao que eu me refiro. Enquanto ele pensa naquele discurso viciado do candidato que quer ganhar a eleição a qualquer custo, eu penso na discussão técnica dos problemas do país. A oposição, entenda-se PSDB e DEM, mas sobretudo o primeiro, deveria se envergonhar de que tal coisa seja dita pelo presidente que nos governa. Acho até que essa oposição, por vergonha, deveria desaparecer. Num país, onde 50% das famílias não tem esgoto em casa (dados ainda ontem divulgados na televisão), a segurança pública é o que se vê, e o cuidado que o governo tem no trato da coisa pública é o que nós sabemos que é, a oposição não ter discurso para fazer frente ao que aí está é de dar nojo. Se o governo que nós temos é uma piada de mau gosto a oposição que ai está é piada e meia! Um governo onde a corrupçao e a mentira (haja vista que alguns dos mais altos mandatários do governo se auto atribuem curriculums que é pura fantasia) andam soltas e a desproporção entre o discurso e a ação é coisa de estarrecer, se achar "o rei da cocada preta" só mesmo com uma oposição que é o completo nada. Eu já analisei anteriormente porque a oposição está nessa enrascada, tendo que engolir chacotas do governo, e portanto não vou me estender aqui sobre isso. A título de ir um pouco mais longe, alguns dias atrás (28/07) o presidente que nos governa anunciou que em fevereiro de 2010 lançará um novo PAC. Um novo pac!? "O cara" tá zoando com a gente! Só pode! Para que um novo pac se o pac atual até agora não mostrou a que veio. Todo aquele em sã consciência, que acompanha o noticiário sabe que o pac é um programa de "aceleração do crescimento" de faz de conta. A maioria das obras contratadas apresentam irregularidades, estão paradas ou simplesmente não sairam do papel. Uma porcentagem infima dos recursos destinados ao pac foram gastos. E ELE vai lançar um novo pac???? Diz ELE que o objetivo é deixar as coisas aprovadas para que o próximo governante não tenha de "começar do zero". Deixar "as coisas" aprovadas??? Começar do zero???? O que isso quer dizer? É mais uma para ingles ver em ano eleitoral? É mais uma para desviar um pouco mais? É isso ai que a oposição não está conseguindo passar por cima que nem rolo compressor? Êta oposiçãozinha ruim!



Escrito por cordeiro às 17h29
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